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NOTÍCIAS

02/08/2017
Alerta
Depressão com doença cardíaca aumenta risco de mortalidade
Estudo publicado na revista “European Heart Journal - Quality of Care & Clinical Outcomes”
Os pacientes diagnosticados com doença das artérias coronárias e depressão correm um risco duplamente superior de morte em comparação com pacientes com doença cardíaca e sem depressão, indicou um novo estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Heidi May, do Instituto do Coração do Complexo Clínico Intermountain, em Salt Lake City, EUA, o estudo demonstra a importância de se fazer o rastreio contínuo e tratamento da depressão, mesmo que a doença seja diagnosticada anos após a doença cardíaca.
 
Para o estudo, a equipa analisou 24.138 pacientes, submetidos a angiografias para detetar possível doença das artérias coronárias. Os códigos da Classificação Internacional de Doenças (ICD na sua sigla em inglês) foram utilizados para identificar depressões subsequentes nos participantes.
 
Os pacientes com depressão foram subdivididos segundo o tempo que tinha passado para receberem o diagnóstico de depressão, subsequentemente ao diagnóstico de doença cardíaca. 
 
A equipa verificou que 15% (3.646) dos pacientes foram diagnosticados com depressão durante o período de acompanhamento. Estes pacientes tendiam a ser mais jovens e do sexo feminino, em comparação com os pacientes sem depressão. Adicionalmente, este grupo tinha mais propensão para ter diabetes e diagnóstico anterior de depressão diagnosticada.
 
Mais, estes pacientes apresentaram menos possibilidade de desenvolverem enfarte agudo de miocárdio durante o período de acompanhamento.
 
Dos pacientes diagnosticados com depressão, 27% tinham recebido o diagnóstico no espaço de um ano após o diagnóstico de doença das artérias coronárias, 24% entre um a três anos, 15% entre três e cinco anos e cerca de 37% após cinco anos.
 
Este estudo reforça a ligação entre a doença cardíaca, a depressão e um maior risco de morte. “Já efetuámos inúmeros estudos relativos à depressão e temos vindo a observar esta ligação desde há muitos anos”, disse Heidi May. 
 
Foi observado também que esta relação é bidirecional. A depressão pode resultar em piores resultados para quem tem doença cardíaca e quem tem doença cardíaca poderá correr um maior risco de vir a ter depressão.
 
“Os dados continuam a acumular-se, demonstrando que se se tiver doença cardíaca e depressão não  tratada a tempo, não será nada benéfico para o bem-estar a longo prazo”, acrescentou a autora.
Alert Life Sciences Computing

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