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NOTÍCIAS

17/11/2017
Ciência - Pesquisa
Imunidade adquirida contra dengue pode proteger contra zika
A ciência ainda não tem todas as informações sobre as interações entre dengue, zika e chikungunya. Por exemplo, uma vacina experimental protegeu contra zika, mas aumentou a gravidade da dengue. A imagem mostra um corte transversal do vírus zika (núcl
Proteção cruzada

Se não dá para evitar ambas, ao menos a imunidade adquirida por uma infecção pelo vírus da dengue pode proteger contra o vírus zika.

Esta foi a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto de Arboviroses da Universidade de Wenzhow na China.

Além disso, a pesquisa não encontrou evidências de interações entre as duas doenças, como se temia.

O estudo utilizou camundongos como cobaias e observou que os animais que tiveram dengue desenvolveram a chamada proteção cruzada. Também foi observada nos animais a presença de linfócitos T CD8, células de defesa que se formaram após a combinação dos vírus da dengue e da zika.

Os animais foram divididos em dois grupos: um que havia sido infectado inicialmente com o vírus da dengue e, após a recuperação, infectados com o vírus zika; e um segundo grupo foi infectado pelo zika sem ter tido uma infecção prévia de dengue. O grupo com infecção anterior de dengue apresentou uma carga reduzida de zika no sangue, tecidos e no cérebro.

Interação entre dengue e zika

A imunidade adquirida pelas cobaias que tiveram dengue previamente sugere que a dengue não seria potencializadora de infecções mais graves de zika.

A tese de que a interação entre as duas doenças provocaria casos graves de zika foi levantada no início da epidemia de zika no Brasil, em 2015. Em vez disso, os cientistas agora acreditam que uma infecção anterior por dengue pode impedir casos graves de contaminação pelo zika ou até mesmo a microcefalia em bebês gerados por mães que tiveram zika na gestação.

Uma das conclusões dos pesquisadores é que a presença de anticorpos por uma infecção de dengue pode explicar por que nem toda mulher com zika transmite a doença para o bebê e também por que algumas pessoas podem ter sido infectadas com zika e nunca terem desenvolvido a doença.

Mas o assunto ainda será muito discutido na comunidade científica porque um teste recente com uma vacina contra o vírus zika potencializou uma infecção posterior de dengue, tornando-a mais grave.

A descoberta da ação dos linfócitos T CD8 presentes na defesa das infecções pelos vírus dengue e zika pode dar novos rumos às pesquisas já em andamento para o desenvolvimento de vacinas contras essas doenças. Até agora, segundo a equipe, a maioria dos fármacos candidatos a vacinas atua somente contra os linfócitos B, que produzem anticorpos após o contato com uma infecção. As células do tipo T têm uma ação direta sobre o microrganismo, agindo antes da infecção.
Diário da Saúde

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