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NOTÍCIAS

05/02/2018
Ciencia - Pesquisa
Sistema imunológico inato também pode ser treinado
Além de matar um câncer por dia, nosso sistema imunológico controla nossas interações sociais, afeta a evolução das bactérias do intestino e controla nosso peso corporal.
Treinar o sistema imunológico

As vacinas são o tipo clássico de estratégia para treinar o sistema imunológico para que ele enfrente invasores que ele ainda não conhece. O que agora se descobriu é que pode ser possível treinar também uma outra parte do nosso sistema imune, justamente a sua linha de frente.

Essa possibilidade promissora foi demonstrada por uma equipe internacional liderada por Ioannis Mitroulis e Triantafyllos Chavakis, da Universidade Tecnológica de Dresden (Alemanha).

A equipe "treinou" os precursores dos glóbulos brancos, gerando uma resposta positiva sustentada do sistema hematopoiético - que forma os glóbulos sanguíneos, incluindo órgãos como a medula óssea e o tecido linfoide.

Este efeito pode ajudar a acelerar a formação de novos glóbulos brancos, que são vitais durante a quimioterapia, por exemplo, um processo que retarda a hematopoiese, reduzindo a imunidade do paciente.

Sistema imune inato e adaptativo

Dois sistemas principais nos protegem contra infecções, o sistema imunológico inato e o sistema imunológico adaptativo.

A imunidade inata atua rapidamente como a primeira linha de defesa para ganhar tempo até a imunidade adaptativa ser ativada e assumir o controle. A imunidade adaptativa alveja e elimina o patógeno de forma muito específica, além de construir uma memória imunológica. Desta forma, a resposta imune adaptativa "lembra" a infecção anterior e responde mais rapidamente e de forma mais forte quando o mesmo patógeno reaparece no futuro.

Embora durante muito tempo a memória imunológica tenha sido considerada pelos cientistas como uma propriedade exclusiva da imunidade adaptativa, este dogma foi recentemente desafiado por vários grupos de pesquisa. Em particular, certas infecções microbianas ou vacinas induzem uma resposta reforçada dos glóbulos brancos da imunidade inata a uma infecção secundária com o mesmo ou com patógenos diferentes.
Este processo de memória imunológica inata tem sido denominado de "imunidade inata treinada" porque os glóbulos brancos precisam ser "treinados" com estímulos apropriados (como moléculas derivadas de patógenos ou vacinas) para poderem responder de forma mais rápida e mais forte contra futuras infecções.

E a imunidade inata treinada tem efeitos impressionantes a longo prazo (até meses), algo intrigante dado que os glóbulos brancos (como os monócitos) têm uma vida relativamente curta na circulação sanguínea, não podendo ser os responsáveis pela manutenção dessa memória.

Os pesquisadores pretendem testar a nova técnica contra efeitos colaterais da quimioterapia e câncer do sangue.

Memória da imunidade inata

Este paradoxo agora foi resolvido pela equipe, que demonstrou pela primeira vez que a imunidade inata treinada atua sobre os precursores dos glóbulos brancos circulantes na medula óssea, conhecidos como células-tronco hematopoiéticas (HSCs). Como as HSCs podem dar origem a muitas gerações de glóbulos brancos, isso pode explicar os efeitos a longo prazo da imunidade inata treinada.

"Acreditamos que o princípio da imunidade treinada pode ser usado para prevenir efeitos adversos da quimioterapia," disse o Dr. Mitroulis.

Essa prevenção consistiria em uma estratégia para pré-condicionar o sistema imunológico, antes da administração da quimioterapia, evitando a mielossupressão (redução da atividade da medula óssea, que produz menos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) e a leucopenia (redução no número de leucócitos no sangue).

"Também é concebível que este princípio possa encontrar aplicação terapêutica em doenças hematológicas malignas," acrescentou o professor Chavakis. O grupo planeja a seguir estudar todas essas possibilidades, incluindo as doenças inflamatórias.

Diário da Saúde

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