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26/06/2018
Ciência - Pesquisa
A água não chega ao cérebro da maneira que pensávamos e isso pode ser uma revolução no conhecimento
odos os dias, cerca de meio litro de água flui do sangue em direção ao cérebro. O objetivo desse transporte é reforçar a quantidade de líquido cefalorraquidiano (CSF), uma espécie de “armadura” líquida que protege o cérebro de concussões ou outras contusões.

Afirma-se que esse transporte é feito por meio de um tecido extremamente fino chamado plexo coroide. No entanto, como exatamente a água permeia essa barreia ainda é um mistério. Mas, esse mistério foi resolvido, segundo um estudo publicado na revista Nature Communications.

Anteriormente assumia-se que um processo de osmose estivesse envolvido, que ocorre quando as moléculas penetram através de uma membrana semipermeável de um líquido em maior concentração para outro de menor, até atingir um ponto em que ambos os lados estão igualmente concentrados.
 
Agora, pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostraram que a maior parte da água que chega ao cérebro encontra seu caminho através da ajuda de algo que eles chamaram de cotransportador.

Os pesquisadores já suspeitavam que a osmose não era suficiente para sustentar as taxas necessárias de produção de fluídos. Assim, utilizando um modelo de camundongo com as condições necessárias para osmose em falta, inibiram vários transportadores.

Ao medir a produção dos fluidos eles descobriram que um transportador iônico desconhecido, nomeado como cotransportador NKCC1, era responsável por aproximadamente metade de toda a produção de fluídos, o que o tornariam o principal transportador de água do cérebro.

Entretanto, uma vez que o experimento foi realizado apenas em ratos, ele não traduz perfeitamente o que acontece em um dos órgãos mais complexos do corpo humano. Porém, os pesquisadores apontam que a membrana celular do plexo coroide em camundongos é estruturalmente semelhante à dos seres humanos – tornando os resultados extremamente emocionantes.
 
De acordo com a coautora do estudo, Nanna MacAulay, professora associada do Departamento de Neurociência, o mecanismo descoberto poderia funcionar como alvo para tratamentos médicos, recusando o fluxo de água para o cérebro e reduzindo a pressão intracraniana.

“Não existem tratamentos médicos eficazes para muitos distúrbios que envolvam o aumento da pressão intracraniana. E, na pior das hipóteses, o paciente pode sofrer danos permanentes e até morrer em decorrência do aumento da pressão. Portanto, esse mecanismo básico é uma descoberta importante para nós”, concluiu.

Os pesquisadores agora tentarão explorar o processo e descobrir como o fluxo de água pode ser controlado. Se bem-sucedidos, poderão abrir caminho para novos tratamentos para distúrbios que envolvam pressão intracraniana, como os provocados por derrame e hidrocefalia.
Jornal Ciência

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